Renehados Herois

Não implorei aos meus heróis do passado para me ajudarem.
Nunca neguei as minhas origens
Procuro nas estrelas as minhas respostas...
Mas elas não vêem!
Elas não vêem...

Sempre foi complicado olhar o céu
Nunca foi tão difícil encontrar
Um lugar que pudesse chamar meu
Um paraíso onde pudesse ficar
Em paz interior com o simples “eu”
Sem que tivesse de prestar
Contas ao podre mundo teu
Onde nunca quis estar...

Os meus heróis caíram por terra
Quando a eles que quis sobrepor
Cortaram a sua raiz, a era
Que causou tanta dor...

Este texto deveria de ser o inicio do meu miserável livro... mas não é!

Sempre foi complicado o facto de ser obrigado a conviver comigo próprio. Umas Vezes só porque não gostava de mim, outras só poruqe estava num desses “dias maus”. É complicado... muito complicado.



Desde o amaldiçoado dia que nasci que me sinto assim.... conversas de poetas á lareira, pois, pois! Não me lembro de alguem me ter chamado á parte e ter perguntado:
-Olha lá hó marmelo, tu queres nascer!? – coisa que sempre me fez confusão...
Ainda me pergunto o porquê de eu andar sempre de costas voltadas para o mundo. Talvez seja maldição, talvez feitio de merda.
Como sou uma pessoa “complicada” e não costumo de falar com as outras pessoas, falo com a minha caneta e o papel. Muitas vezes só eles é que me conseguem entender. Não quero dizer que seja pouco “sociável”, nada disso mas o que de facto é que não consigo me exprimir com os demais.
Por outras Vezes me sinto alegre esplandeceste de alegria mesmo, vontade de pintar o mundo de amarelo, e gritar ao mundo que sou igual a mim mesmo e sou feliz assim!
Sempre que me sinto bem comigo mesmo acontece alguma merda que me transtorna, uma corrida infindável que não sou e nunca serei capaz de vencer... porque continuar a correr!?
Os que dizem que me amam são os primeiros a apontar o dedo quando tomo alguma decisão controversa. Não quero com isto dizer que não sou por eles amado, nada disso! Só detesto que façam de mim um farrapo de solidariedade, que toda a agente tem o hipócrita direito de opinar!
Deixem eu ser eu mesmo! Não quero que me deixem de amar, mas deixem-me voar.